A administradora do distrito de Lugela, Guilhermina Machuca, sublinhou a necessidade imperativa de integrar as mulheres na esfera cívica e nos processos de governação dos recursos naturais da região. A intervenção da governante ocorreu durante a cerimónia de lançamento do projeto "Conserva Mabu", na província da Zambézia, localidade onde se encontra o Monte Mabu, recentemente classificado pelo Executivo como a primeira área de conservação comunitária de Moçambique.
Machuca defendeu que as diversas frentes de trabalho contempladas pelo projeto — tais como a apicultura, a agricultura de conservação, a cafeicultura e a piscicultura em cativeiro — devem ter como foco prioritário o empoderamento das mulheres, da juventude e dos estratos sociais mais vulneráveis. Esta visão visa garantir que a exploração económica das potencialidades daquela área protegida se traduza, efetivamente, em benefícios tangíveis para as comunidades locais, promovendo o desenvolvimento inclusivo.
Em resposta a estas diretrizes, o diretor executivo da Rede de Associações Ambientais para a Gestão Sustentável da Zambézia, Daniel Maula, assegurou a abrangência social da iniciativa, sublinhando que o projeto foi desenhado para não excluir qualquer segmento populacional. O foco central reside na valorização da rica biodiversidade do ecossistema do Monte Mabu, que se estende por oito mil hectares e abriga espécies raras de flora e fauna únicas no mundo, buscando estabelecer novas cadeias de produção que respeitem o equilíbrio ambiental.
Após a apresentação estratégica realizada perante o Conselho Consultivo local, o projeto segue agora para a etapa de disseminação e consulta direta com as populações residentes, estando a apresentação comunitária agendada para o próximo dia. A iniciativa representa um marco na gestão participativa do património natural moçambicano, aliando a conservação ambiental à justiça social.
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