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Cidadão é Expulso do seu Trabalho por não ter Evitado a Morte de um Cão

Cidadão é Expulso do seu Trabalho por não ter Evitado a Morte de um Cão

Um caso insólito está a gerar grande indignação no bairro de Salala, no município da Matola. O senhor Evaristo Vasco Luís, que trabalhou durante cinco anos como zelador de uma residência, foi expulso pela sua patroa após a morte de um dos cães que estavam sob os seus cuidados.

Cinco anos de dedicação ignorados

Evaristo conta que, ao longo de meia década, desempenhou diversas funções: cuidava da casa, do quintal e dos animais. No entanto, tudo mudou quando um dos cães morreu devido a uma intoxicação alimentar, conforme diagnosticado por um veterinário. Apesar de ter prestado os primeiros socorros e chamado assistência profissional, o animal não resistiu.

Poucos dias depois, a patroa convocou-o para limpar a casa e, de forma inesperada, comunicou a sua expulsão imediata. Para além da demissão, Evaristo afirma que o seu salário foi drasticamente reduzido, com descontos abusivos referentes a tratamentos veterinários, restando-lhe apenas 1.500 meticais de um salário mensal de 6.000.

Trabalhador na rua e sem apoio

Sem ter para onde ir, Evaristo acabou a viver na rua. Natural da Zambézia, relata que não tem sequer como garantir alimentação diária e pede apoio para regressar à sua província de origem, onde tem esposa e um filho recém-nascido à espera.

Indignação da comunidade

O caso não deixou a vizinhança indiferente. Moradores do bairro uniram-se em solidariedade e manifestaram-se contra a decisão da patroa. Muitos consideram a atitude injusta e desumana, exigindo que o trabalhador seja indenizado pelos anos de dedicação.

Uma das vizinhas destacou que Evaristo assumia sozinho praticamente todas as responsabilidades da casa, funcionando como empregado doméstico, zelador e tratador dos animais. Para ela, a expulsão não foi apenas motivada pela morte do cão, mas por outros interesses ocultos da patroa.

Pedido de justiça

Os vizinhos apelam a uma solução imediata, pedindo apoio financeiro ou uma indemnização justa para que Evaristo possa recomeçar a vida com dignidade. O caso levanta debates sobre os direitos dos trabalhadores domésticos em Moçambique, a precariedade das suas condições e a necessidade urgente de maior proteção legal.

A história de Evaristo expõe não só a fragilidade da relação entre patrões e empregados, mas também a realidade de muitos moçambicanos que, mesmo após anos de dedicação, acabam desamparados e sem garantias mínimas de justiça.


Fonte: TV Sucesso



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